Parcerias entre empresas e comunidades pobres é tema de congresso Pensar em projetos que gerem lucros para as empresas e beneficiem a população de baixa renda foi o propósito de encontro internacional da Ação Empresarial
23/04/2010

Oitenta e cinco por cento das famílias brasileiras vivem com renda inferior a R$ 10 por dia. É pensando nesse mercado consumidor que muitos empresários vêm focando seus produtos. Na última quinta-feira (22), no Recife, foram discutidas formas de criar parcerias entre empresas e comunidades pobres, para que juntas possam ganhar dinheiro

Os debates aconteceram no 1° Congresso Internacional de Cidadania Empresarial, que reúne representantes do Brasil, Estados Unidos, Argentina, Colômbia e República Dominicana. Todos que foram acompanhar as palestras tinham um objetivo em comum: pensar em projetos que gerem lucros para as empresas e que, ao mesmo tempo, criem produtos e levem benefícios à população de baixa renda.

Os palestrantes demonstraram como e por que as empresas devem conquistar os consumidores das classes mais baixas que, só na América Latina, têm um poder de compra US$ 500 bilhões por ano. No mundo, representam a maioria da população.

Ao todo são quatro bilhões de pessoas no planeta que vivem na chamada "base da pirâmide social", com renda menor que US$ 5 por dia, cerca de R$ 10. No Brasil, esse mercado consumidor representa 85% das famílias: um alvo que nenhuma empresa pode deixar passar em branco.

O professor de gestão da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, PHD em planejamento e estratégia, foi um dos palestrantes convidados. Ele disse que há, pelo menos, três boas razões para desenvolver produtos voltados para as pessoas de baixa renda: "elas formam a maior parte da população do planeta, têm a maior taxa de crescimento populacional e é nessa faixa de renda onde estão os maiores problemas que precisam ser resolvidos", explicou.

O professor disse, também, que já se foi o tempo em que as empresas encaravam o consumidor apenas como uma fonte de lucro. Ele ressalta que é preciso criar parcerias, engajar as comunidades pobres nos projetos porque elas também estão interessadas em ganhar dinheiro. "A prosperidade deve ser dividida", falou.

%u201CEsse comportamento das empresas faz parte da agenda do século 21, que age no intuito de ajudar na redução da pobreza no mundo%u201D, disse o presidente do Instituto Ação Empresarial, Pedro Pereira

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